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Trabalho em altura: conheça as principais medidas de proteção!

agosto 12, 2019
trabalho em altura
Tempo de leitura 6 min
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De acordo com a NR 35, trabalho em altura é toda atividade executada acima de 2 metros do nível inferior, onde haja risco de queda. É de fundamental importância redobrarmos o nível de segurança, quando se trata de trabalho em altura, entretanto, aplicar as melhores medidas de proteção ainda pode ser um grande desafio.

Cair de um lugar alto faz com que o acidente se torne mais grave, além de aumentar o risco de óbito. Por sua vez, ocorrências como essas estão relacionadas à ausência de proteção individual e coletiva ou, ainda, à falta dos programas voltados para a implantação de uma cultura preventiva na companhia.

Pensando nisso, desenvolvemos um conteúdo sobre o assunto, reunindo as principais medidas preventivas relacionadas ao trabalho em altura. Confira!

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Elaborar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)

O Programa de Gerenciamento de Riscos deve ser prioridade máxima. Ele deve ser elaborado antes de executar o trabalho em altura. Com isso, se torna possível definir quais providências deverão ser tomadas para elevar o nível de proteção sobre aquela atividade em específico.

Os seguintes parâmetros deverão ser cumpridos durante todo o trabalho em altura:

  • atender critérios de segurança e saúde prescritos nas Normas Regulamentadoras;
  • promover a sinalização e o isolamento ao redor da área de trabalho;
  • definir os pontos e sistemas de ancoragem;
  • determinar uma forma de supervisão;
  • considerar condições meteorológicas adversas;
  • oferecer um sistema de comunicação eficiente;
  • mapear o risco de queda de ferramentas e estruturas;
  • levantar riscos adicionais;
  • descrever condições impeditivas (por exemplo, mal súbito do colaborador, ausência de equipamento de segurança, risco grave e iminente etc.);
  • criar um programa para situações de emergenciais com planejamento de resgate e primeiros socorros, a fim de reduzir o tempo de suspensão inerte do colaborador acidentado ou em condição de perigo.

Por fim, vale mencionar a elaboração de procedimentos operacionais padronizados para as atividades frequentes do trabalho em altura. Esse modelo operacional precisa ser devidamente documentado e divulgado para toda a equipe que executa esse tipo de função, bem como por todas as pessoas envolvidas.

Instruir os colaboradores

O primeiro fator a ser considerado por você, profissional de segurança do trabalho, é ser rigoroso com as normas previamente estabelecidas. Só estarão liberados para exercer o trabalho em altura, aqueles que forem devidamente treinados e passarem por uma avaliação quanto ao seu estado de saúde.

Quanto a esse último ponto citado, a companhia terá de:

  • providenciar os exames e os procedimentos de avaliação e incluí-los no Programa de Controle Médico Ocupacional (PCMSO);
  • assegurar que as avaliações sejam realizadas periodicamente, observando todos os riscos envolvidos;
  • garantir que os exames sejam específicos nas doenças/distúrbios que poderão causar mal súbito e queda de altura.

Tudo isso deve ser feito antes de conceder a permissão para o trabalho em altura.

Conscientizar a equipe

Isso é extremamente necessário para que a equipe tenha total noção dos riscos aos quais estão sujeitos a enfrentar.

Por mais que vocês, Técnicos em Segurança no Trabalho, Engenheiros de Segurança no Trabalho, cipeiros e gestores, saibam o quanto as atividades poderão ser seguras ou arriscadas, e quais consequências elas poderão trazer, pode ser que os profissionais envolvidos diretamente nas tarefas não tenham uma ampla percepção de risco.

As responsabilidades por partilharem os conhecimentos e de dar bons exemplos são suas. Portanto, não deixem de corrigir algo de errado e coloquem sempre em prática o cuidado ativo, que significa: cuidar de si mesmo, cuidar dos outros e vice-versa.

Inspecionar o trabalho em detalhes

Outra maneira de contribuir com a diminuição do número de acidentes nas empresas é demonstrando empatia, ou seja, nos colocarmos no lugar do próximo, com sensibilidade e bom senso. Isso pode ser praticado ao avaliar o cenário com a visão de quem coloca a prevenção de acidentes em primeiro lugar.

Para exemplificar melhor, vamos considerar a boa saúde mental e física. Afinal, não é porque o colaborador está adequadamente habilitado a exercer o trabalho em altura, que estará sempre apto para tal função.

Há momentos que as pessoas não estão bem e acabam comprometendo seu rendimento. Dessa forma, até mesmo um simples resfriado ou uma enxaqueca é motivo para que você “ligue o farol vermelho”.

Se o profissional não estiver se sentindo bem e devidamente apto a realizar um determinado serviço, não há porque obrigá-lo.

Além disso, fique atento quanto às pessoas expostas a esse tipo de risco. Não as deixe sozinhas em nenhuma hipótese. Tarefas que envolvem altura devem ser executadas por uma equipe atenta e qualificada. Essa atitude diminui as chances de acidentes graves.

Implementar uma cultura preventiva

Por mais comovente que seja, o fato é que, se medidas fossem tomadas com antecedência, várias tragédias poderiam ter sido evitadas.

Não existe nada mais essencial para uma companhia que se importa com a saúde, integridade e segurança da sua equipe de colaboradores do que a prevenção. Por isso, implementar uma cultura preventiva é fundamental para transformar pequenas atitudes em hábitos.

O resultado disso pode ser sentido em uma conscientização em massa, assim todos os envolvidos instruirão uns aos outros sobre a melhor forma de garantir segurança no ambiente de trabalho em altura.

Promover o uso de EPIs e sistemas de proteção contra quedas

A utilização obrigatória de EPIs pode ser incentivada por meio de campanhas de conscientização. Isso porque diversos colaboradores costumam queixar-se quanto ao uso de alguns desses equipamentos, deixando-os de lado.

Todos nós temos a obrigação de averiguarmos se esses itens estão sendo usados pela equipe, repreendendo aqueles que negligenciam sua utilização.

Vale ressaltar que, é imprescindível verificar a certificação, a procedência e a validade dos EPIs, para garantirmos conforto e segurança, além de evitarmos as penalidades da lei trabalhista.

É claro que ninguém quer que acidentes aconteçam. Portanto, conheça abaixo os principais equipamentos e elementos que fazem parte do sistema de proteção contra quedas:

  • cinturão tipo paraquedista;
  • cordas;
  • bastão de acesso e resgate;
  • descensores retratéis e automáticos para evacuação e resgate;
  • descensores e equipamentos para acesso por corda;
  • guinchos para resgate 3way;
  • linha de vida vertical fixa e trava queda para cabos de aço;
  • linhas de vida vertical e trava quedas para corda;
  • linha de vida horizontal temporária (ou permanente);
  • monopé para acesso às fachadas de estruturas;
  • mosquetões e ganchos de ancoragem;
  • talabartes;
  • trava quedas retrátil.
  • trolley e ancoragens para vigas.

EPIs básicos:

  • botinas com bico de aço;
  • capacete com jugular;
  • luvas de segurança;
  • óculos de segurança.

Esperamos que as recomendações práticas sobre trabalho em altura, expostas acima, o ajudem a criar um programa de segurança eficiente de acordo com a legislação trabalhista.

Ao aplicar essas instruções, você diminui a ocorrência de acidentes graves por queda, além de mostrar para a equipe que a empresa se importa com a integridade física e bem-estar dos colaboradores.

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